Matéria especial para o site – Amiga, você está em um relacionamento abusivo

Por: Bruna Meneguetti 

A campanha #meuamigosecreto, divulgada após o #meuprimeiroassédio e #‎agoraéquesaoelas‬, foi a mais recente hashtag que levantou a questão feminina. Ela surgiu no twitter e logo se difundiu para outras redes sociais, sendo uma marca durante o Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres (25/11). Entre muitos temas, choveram relatos de agressões físicas, sexuais e emocionais contra mulheres. Assim, para entender melhor as nuances de um relacionamento abusivo, conversamos com especialistas, feministas e vítimas dessa violência.

O começo do abuso

“Nos primeiros meses era mais tranquilo e depois foi piorando. Certos limites a gente coloca desde o início. Eu o idealizava, achava que era um cara legal, que só me ajudava. Pensava: 'meu namorado me ama muito e eu nunca encontrarei uma pessoa com todo esse sentimento de amor comigo'. Depois percebi; esse cara não existia dentro dele”, afirma C.M. (leia o relato compledo dela aqui). E ela não está sozinha entre as parceiras que, em meio a relacionamentos abusivos, a princípio notaram pequenas demonstrações desagradáveis e não grandes violências. Para a militante feminista e professora da Faculdade Cásper Líbero Bianca Santana, isso ocorre porque “a relação vai ganhando confiança e, com isso, o abuso vai se desenhando”.

E, como a psicóloga especialista no feminino Maria Soledad cita, é visível quando uma mulher entra nesse tipo de relacionamento, pois “ela vai ficando cinza e começa a murchar, não pode agir como si mesma”. Foi isso o que aconteceu com a Tamiris: “Eu me sentia mal 24 horas por dia, isso era visível para as outras pessoas. Sou sempre muito alegre e feliz. Brigar me desgastava. A gente se via todo dia e ele me tratava de uma maneira péssima, mas eu achava que tinha de ir atrás pedir desculpas” (leia o relato completo dela aqui)

 

Abaixo estão alguns dos abusos mais cometidos contra as parceiras:data popular e institudo avon 2
Imagem tirada do pdf da pesquisa de 2014 do Data Popular e Instituto Avon (http://goo.gl/dyuvEB)

 

Embora o gráfico acima mostre tipos de abusos existentes, é a mulher quem entenderá o que é essencial para ela e conversará com o parceiro sem sofrer represálias, como explica Maria Soledad. “Se para mim a dança é essencial, então isso deve ser acordado entre os dois. Agressão com palavras deve ser, desde o começo, visto como algo completamente inadmissível. Sobretudo violência, se o homem dá um beliscão, a mulher tem de agir com dureza”, afirma Maria Soledad. Uma pessoa que sentiu a agressão na pele foi a N.P. Após os pais pagarem um intercâmbio com o intuito de lhe fazer esquecer do namorado, N.P. decidiu procurá-lo quando voltou. Mas, ao encontrá-lo, o ciúmes havia piorado:

Meu ex me recebeu e chamou para ir para o quarto, a fim de conversarmos melhor e nos resolver. Fui e ele trancou a porta, disse: 'você transou com outra pessoa lá'. Percebi que as intenções não eram boas e tentei abrir a porta. Meu ex foi ficando nervoso, me apertava. Tentou me sufocar, apertando o meu pescoço (…) Logo depois, obviamente, arrancou a minha roupa inteira e me forçou a ter relação. Eu não podia acreditar, afinal namoramos por 2 anos”. (Para ler o relato completo, clique aqui)

Um elemento também influenciador na hora de começar um relacionamento desse tipo, segundo a militante Bianca, é o fato de a mulher já estar com alguma fragilidade na vida. Pode ser uma fase difícil, um problema externo no trabalho ou, como no caso de N.P., uma doença grave na família: “Nessa época, a minha mãe estava com câncer e eu não tinha apoio algum (…) Ele foi bem esperto, me apoiou quando precisava para depois poder subir em cima”.

 

Para entender melhor quais são as agressões que ocorrem com mulheres, confira o vídeo da Jout Jout:

 

Outro pensamento muito presente no começo relaciomento (se mantendo até o fim) é a busca pela felicidade no outro. A mulher está muito feliz por ter um namorado e, para dar o máximo de felicidade e atenção ao parceiro exigente, ela vai se afastando mais das pessoas que ama. Porém, isso faz ela sentir a necessidade ainda maior do outro para estar feliz consigo. O que explica essa situação é a tese de muitos autores ─ como Sartre, Stuart Hall e Emmanuel Levinas. Para esses pensadores, a gente só “é” a partir da relação com o outro.

Assim, a militante feminista Bianca Santana explica: se o outro fala que a gente está errada, não conseguimos ter uma leitura afastada, pois apenas nos vemos aos olhos dele e, como todos foram embora, criamos uma alta dependência desse outro para conseguirmos 'ser'”. No caso de Tamiris o afastamento ocorreu com atividades do dia a dia: “Perdi aulas de inglês e faltei em muitos treinos, pois meu ex sempre queria que ficássemos juntos em casa. Eu não ia, pois tinha medo de perdê-lo, um pavor de ser deixada. Era uma dependência muito grande…

Para Bianca, ouvir relatos é importante exatamente devido a essa questão de "se ver pelo outro". E, através deles, G.M. consegue encarar a realidade: “Terminei esse fim de semana. O rapaz ainda está me pedindo desculpas, falando em mudar e sobre eu ser o amor da sua vida. Não esta sendo fácil (…) Apesar de ser horrível ver tantas mulheres que passaram e passam por isso todos os dias, elas me dão forças para continuar na minha decisão, porque eu sozinha já não tenho mais nada” (leia o relato completo aqui).

 

 

Apesar dos abusos em relacionamentos ocorrerem mais com as mulheres (devido à intensa opressão e posição vulnerável ocupadas dentro da sociedade), é importante lembrar que ninguém está insento desse erro. “A diferença de um relacionamento saudável é nos sentirmos confortáveis para falar sobre algo ruim e ouvir o que o outro tem a dizer sem existir massacres emocionais de ambos os lados”, afirma Bianca. E a C.M. completa, depois de ter superado o seu problema: “Namoro é para a gente se sentir feliz e não para sofrer. É perfeitamente possível ter uma relação saudável (…) Com o meu atual namorado me sinto ainda mais livre, mais eu mesma. E o relacionamento é isso; uma parceria”.

O “estar sozinha” e o ciúmes

Esses são dois fatores muito presentes em relações doentia, reponsáveis, de alguma maneira, por fazer a mulher aceitar as atitudes abusivas de um parceiro. E tais medos podem ter surgido durante nosso desenvolvimento. Para a psicóloga Maria Soledad, desde crianças somos educados a pensar que ficar sozinha não é algo bom. “As pessoas dizem: ‘você é muito chata, vai acabar sozinha’. Ou estávamos na escola e ninguém vinha brincar conosco, então logo ficávamos com vergonha. Nossos pais também podem ter esse medo e pegamos deles”, explica Maria.

Para ela, vivemos também em uma cultura na qual estamos extremamente sós e onde há uma separatividade muito forte de classes, raças e ideologias. “Portanto, pensamos que se tivermos alguém ao nosso lado, não estaremos mais sós. Ficamos em um lugar confortável, ignorando a separatividade existente”, explica Maria. Para A.S. ficar sozinha é preferível a estar com um abusador: “É a melhor sensação do mundo. Não ache que niguém vai te "amar" tanto como ele porque, na verdade, isso nunca aconteceu. Quem ofende e não te aceita do seu jeito, está longe de merecer o seu carinho. Quem te faz mais chorar do que rir, definitivamente não serve para você. E estar solteira é uma delícia. A gente deveria conseguir ser feliz sozinha para poder ser feliz com alguém”.

Ouça o depoimento de A.S.:
 

Para a militante Bianca, outro ponto prendendo as mulheres é o ciúmes do parceiro. A A.S., que deu o relato em áudio acima, via a manifestação do ciúmes como algo normal: “Eu pensava: ‘Ah, deve ser o jeito dele de demonstrar ciúmes e eu tive muito azar do meu namorado ser assim e os namorados das minhas amigas terem ciúmes em um nível aceitável’. Eu não tinha noção da gravidade do que eu estava passando. Para mim, aquilo não era doença”.

Falando de sua experiência como mulher, a Bianca Santana diz que o ciúmes é um “problema de quem sente”. Desse modo, apesar de ser um sentimento existente, não pode ser usado para justificar atos abusivos. “Usar o ciúmes cabe em uma sociedade machista e patriarcal, que pressupões posse. Aí ele vira um direito de defender a minha propriedade e legítima o ato de violência. É como se ter ciúmes me permitisse fazer qualquer coisa”, explica Bianca, acrescentando, “se alguém estiver com esse sentimento sobre você, não precisa mudar nada na sua vida. É a pessoa quem precisa cuidar do ciúmes dela”.

 

O ciúme e controle podem levar a outros hábitos abusivos, como os apontados dentro da internet: data popular e avon4

Imagem tirada do pdf da pesquisa de 2014 do Data Popular e Instituto Avon (http://goo.gl/dyuvEB)

 

Existe possibilidade de o parceiro melhorar?

Olha ele nunca me pediu desculpas, pois disse não ter feito nada de errado (mesmo depois de me xingar). Mas esse ‘não reconhecimento’ me mostrou que eu fiz o certo. Não era só uma fase, meu ex realmente é assim”, afirma Tamiris, indo de encontro ao pensamento de Maria Soledad. Para a psicóloga, a mudança depende muito do parceiro e do grau de manifestação de seu controle. Ela também explica: “Tais problemas são aspectos que os homens podem revisar e mudar, mas isso só acontece se a mulher colocar um limite muito grande. E o homem deve mostrar a mudança. Se a pessoa prometeu, dias depois, a mulher toma uma certa distância e apresentar-lhe a mesma situação de novo, de uma outra forma. Mas, lembre-se, o 'esperar mudar' tem data de validade. Se não tomar nenhuma atitude, não há como aguardar para sempre”.  

A.S. foi uma das mulheres que percebeu os possíveis problemas caso continuasse perdoando o seu parceiro. “Quando desculpamos por terem feito algo ruim, automaticamente eles fazem algo muito mais grave depois. Em uma das últimas brigas, meu ex tentou se jogar da janela. Foi a gota d’água. Imaginei o problema que eu teria para a minha vida se ele pulasse de lá”.

Para a psicóloga, também é importante conhecer os padrões do homem, de onde veem e a sua cultura. “Nós viemos de culturas diferentes. Para alguns homens, o fato de a mulher estar com roupa mais curta foi algo ensinado como uma afronta. Para outros, proibir a parceira de sair seria uma expressão de amor”, informa Maria, “por isso, geralmente, para mudar padrões tão fortes, o homem precisa de ajuda externa. E aí seria necessário entrar com a ajuda de um terapeuta, porque isso pode ser um problema sério e prejudicial na vida da pessoa”.

untitled-infographic_20151207223654_1449527814940_block_0

untitled-infographic_20151207223654_1449527814940_block_1

Por que os homens fazem isso?

Para a psicóloga, “existem pessoas bem educadas, que conhecem os limites de outro ser humano e têm uma segurança. Há também os repreendidos, que se comportam muito bem socialmente, ─ não porque têm bons valores, e sim pela repressão ─  e possuem uma potência muito grande de agredir. Por outro lado, muitos passaram por um processo de amadurecimento. Outros homens são bem educados e não passaram por esse processo. Todo abuso vem do medo, da imaturidade e da má educação. Uma pessoa madura não abusa”, conclui Maria.

No caso da C.S., a imaturidade poderia prejudicar a vida do casal no âmbito financeiro: “Esse rapaz dizia pra mim que mulher não chegava em casa depois dele e, quando a gente se casasse, eu teria de arranjar outro trabalho. Eu relevo muita coisa e acho que relevei demais, principalmente por causa da família do meu ex, pois eu gostava muito de todos” (leia o resto do relato de C.S. aqui). Sem perceber, o parceiro não via o fato de uma renda a mais ajudar na relação. Isso também ocorreu com a A.S.: “Quando eu passei na minha primeira entrevista, meu parceiro da época ficou triste e bravo (…) Depois, quando estava trabalhando, não suportava o fato de eu ganhar mais do que ele”.

Para a psicóloga tanto o homem quanto a mulher são abusados em uma relação abusiva. “Por exemplo, quando o homem não deixa ela sair de saia, a mulher sofre a pressão de se adequar a uma norma. Mas o parceiro também está sendo abusado porque essa norma não veio dele, veio de uma cultura. A sociedade deu a ideia de que se uma mulher se veste de determinada forma, ela põe o rapaz em perigo. Com isso, o namorado está perdendo a oportunidade de viver de uma forma relaxada e segura. Então, o abuso também acontece com os homens”, afirma Maria.

 

É muito comum os rapazes se espelharem nos exemplos que veem de casa. No fim, todos perdem com os abusos:data popular e avon3

Imagem tirada do pdf da pesquisa de 2014 do Data Popular e Instituto Avon (http://goo.gl/dyuvEB)

 

Tanto a psicóloga Maria, quanto a militante Bianca acentuam a importância de conversarmos com os homens ao nosso redor a fim de alertá-los sobre os erros, como aconteceu durante o #meuamigosecreto. “Repensar e desconstruir também pressupõe sofrimento. É difícil se olhar no espelho e perceber que estpa fazendo algo terrível. Mas é importante. Eu só vou mudar se eu perceber”, afirma Bianca. Ela também alerta para não encararmos o abusador como o completo “lobo mal”, pois, geralmente, essas pessoas são ótimas em outros aspectos. “Normalmente, quem abusa e violenta são os homens com quem a gente convive. São nossos amigos, irmãos, pais, homens bons e amados por nós. A gente precisa olhar para essa complexidade da vida. Porém, é preciso saber que se a pessoa tem um comportamento abusivo, ela deve parar com ele”.

untitled-infographic_20151207223654_1449527814940_block_2

A ruptura

Segundo Bianca, as teias emocionais prendendo a mulher ao homem são muito complexas. No caso da C.M., ela conta:Sentia muita culpa pela vitimização do meu ex. Eu achava que se o deixasse, acabaria com a vida dele, e não era verdade". Nesse ponto, Bianca afirma: "o sentimento de culpa é possível em uma sociedade machista onde a mulher deve cuidar de todo mundo, mesmo de quem faz mal e mesmo que isso signifique não cuidar de si”, esclarece a militante feminista. Ela frisa também a importância da independência financeira feminina, dessa forma a decisão de deixar o parceiro não interfere na vida prática.

Mas para entender o momento da ruptura, um conto antigo chamado “Barba Azul” pode ajudar. O resumo você pode ler clicando aqui. Presente no livro “Mulheres que correm com os lobos. Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem”, o conto é um dos selecionados pela autora Clarissa Pinkola e está entre outras 18 interpretações de lendas e histórias antigas.

A psicóloga Maria Soledad apresenta a narrativa como um elemento de força para as mulheres. Para ela, após ler o texto, é possível fazer várias analogias. Assim, todas as irmãs seriam nós. “Para a mais nova, o cara é maravilhoso, tem uma família linda. É um pouco controlador, mas tudo bem. Ela se deixou seduzir pelo Barba Azul, porque estava no castelo onde sonhou morar; casada ou em uma relação com companheiro”, explica Maria, “teria um lado das irmãs mais novas (o de não querer ver), e as irmãs mais  velhas, que olham para os problemas”.

Para Maria, a porta aberta pela protagonista é a da consciência e muitas mulheres a destrancam quando percebem que estão em um relacionamento abusivo. Já a chave, que não para de sangrar, seria a verdade. Depois que a mulher a viu, não dá para fingir que está tudo bem, que o castelo continua sendo 'bonito'. “Ao perceberem que estão morrendo na relação, falta pouco tempo para saírem. Porém, quando a mulher vê o quarto cheio de mortos e o Barba Azul vem matá-la, ela pede: ‘me dá um tempo’. Às vezes, a parceira, em uma relação abusiva, está muito esgotada e precisa de um período para recuperar as forças”, explica Maria.

untitled-infographic_20151207223654_1449527814940_block_3

Sair de uma relação assim é complexo e não tem uma receita, pois nenhuma abusador e abusado é igual ao outro. Mas, como explica a psicóloga, a principal parte é ter amor e respeito. “O amor é o respeito consigo. Essa ideia de que a gente não é suficientemente bom abre a porta para que sejamos manipulados ao tentar agradar o outro”, informa Maria.

 

 

Onde procurar ajuda?

Se você está em um relacionamento abusivo e deseja sair ou não sabe como lidar, uma boa dica é procurar amigos e familiares. Não é preciso passar por nada disso sozinha. “A gente guarda os problemas achando que eles vão passar e que, se a gente contar, as pessoas vão criticar, mas colocar para fora faz muito bem. O meu primo nunca soube do episódio mais grave, pois eu fiquei com vergonha de contar. Ele já tinha pedido para eu terminar”, afirma A.S.Para a Bianca Santana esse sentimento é normal; “muitas vezes, pela culpa de todos os amigos e familiares terem alertado, a mulher sente ser necessário sair do que ela própria construiu sozinha. Como se o problema fosse só dela e ela precisasse ser forte. Mas as pessoas que gostam dela vão poder compreender e ajudar”. 

No entanto, às vezes, a mulher pode ainda não se sentir confortável para procurar pessoas conhecidas. Quando é o caso, a psicóloga aconselha a fazer terapias, ir em grupos políticos de mulheres (caso ela tenha afinidade com a causa) e em grupos de encontro. “Tais lugares estão espalhados por muitas cidades e, geralmente, tem um custo mais baixo do que uma terapia”, informa Maria. Ela ainda acrescenta: "outra maneira de buscar ajuda interior é se aceitarSofremos abusos na vida toda. Quando somos uma criança cheia de energia e ficamos sentados durante a aula toda, é um exemplo de abuso. Mas, depois de um tempo, é normal que cometemos abusos com nós mesmos dentro dessa sociedade abusiva. Quanto mais a mulher abusa de si, mais ela abre a porta para abusos exteriores”, ressalta Maria.

Alguns sites onde procurar ajuda:
MAMU
– Mostra onde existem grupos de encontro de mulheres em todo o Brasil
Livre de abuso – Tem como objetivo esclarecer mais sobre o abuso, além de ajudar as pessoas como em casos nos quais elas moram com o agressor ou têm filhos com ele

Como ajudar estando de fora?

Para a psicóloga Maria, devemos agir como as “irmãs mais velhas do conto Barba Azul”. Ou seja, não diga que está tudo errado e que a sua amiga, parente ou colega deve terminar no mesmo momento. “É preciso ter sensibilidade para ouvir e encontrar a linguagem da mulher abusada. Dessa forma, você motiva ela a olhar para todos os quartos (no caso, a relação)”, exemplifica Maria. Foi o que ocorreu com a B.D. Um ano depois, com a ajuda de pessoas queridas, ela conseguiu ver “o terror psicológico” feito por seu ex-parceiro. “Ele falava que eu era feia e me jogava contra a minha mãe (…) As pessoas de fora sempre conseguem avaliar melhor a situação. Ouça e pare para pensar!”, aconselha B.D.

Ou seja, é bom perguntar: “você o ama ou apenas tem medo de ficar sozinha? Ele é um ótimo parceiro?”. Também pode ajudar se disser, por exemplo: “eu tenho te visto mais triste desde o começo do namorar. Por que está assim?”. "Quando a pessoa está numa relação muito crônica de abuso, ela precisade amigos/as por perto dando esses pequenos toques. Assim, ela vai saber que, quando acordar, você vai estar do lado dela. Às vezes, quando a mulher acorda, ela já perdeu todas as amigas. Fique sempre ao lado da sua amiga”. pede Maria Soledad.

untitled-infographic_20151207223654_1449527814940_block_4

Obrigada a todas as mulheres maravilhosas que me ajudaram a construir essa matéria!

Aqui você pode conferir todos os relatos de quem já esteve em um relacionamento abusivo: 
Tamiris
C.M.
N.P.
G.M. 
C.S.

3 pensamentos em “Matéria especial para o site – Amiga, você está em um relacionamento abusivo”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *